domingo, 3 de novembro de 2013

A arte de ver com os olhos do coração


Queridos amigos, saudades!


Viajamos para uma outra cidade e por isso demoramos com este post. Gostoso receber mensagens das pessoas perguntando se não vamos mais atualizar o blog, que tem sido uma ferramenta de conexão, uma forma bonita de compartilhar um pouquinho do que estamos vivendo aqui.

Ontem estavámos num carro e assim observando as pessoas nas ruas, seus hábitos... Tudo é completamente diferente do que estamos acostumados a conviver.. o Seva Kunja me disse: Vrinda, 
a riqueza dessas pessoas está na maneira com que eles lidam com a pobreza. 

Fazenda que acolhe vaquinhas abandonadas.

As ruas são abarrotadas de carros, bicicletas, motos, pessoas, vaquinhas, macacos, riksas (umas carrocinhas puxadas por bicicletas ou motos)... ah, camelos carregando fardos ENORMES também não são mais raridade. As famosas buzinas soam a cada segundo e tudo parece confuso certas vezes... mas o incrível é perceber o quanto todos se entendem e não se abalam com tudo isso. Caminhões com avisos: Buzinem por favor! Essa é uma linguagem do trânsito, assim, como usamos as setas... e é incrível como se entendem e não ficam aborrecidos uns com os outros! Nós sempre pensamos: ah no Brasil o cara já teria descido do carro pra tomar satisfação! E aqui não, os indianos não vêem com maus olhos quando levam uma fechada, um chega pra lá.. é como se fossem moldáveis, maleáveis.. tudo é como uma dança. 
A perfeita adaptação.

Riksa, família e macaco de estimação.

E assim seguimos percebendo muitas tendinhas pelas ruas... uma tem uma máquina de costura, outra uns vegetais, outra pulseiras coloridas, outra doces de encher a boca dágua... muita poeira, cachorros magrelos dormindo por todos os cantos, vaquinhas e seus filhotes, uns tomando banho numa bica, macacos brigando e gritando e pulando e se acariciando... As mulheres sempre sempre bem vestidas com seus saris brilhantes como as devotas dos tempos antigos, que dançavam para o Supremo Senhor Krishna.. e com os pés no chão... 



Tudo que você precisa é capaz de encontrar ali, pertinho, na tenda mais próxima... toda rua tem 1, 2, 3 templos, altares decorados, canções a cada esquina... falando de Deus, lembrando de sua Beleza, sentindo Sua doçura Divina... 


Seva servindo a Prasada (comida oferecida a Deus)

Assim são os dias em Vrindavan. Aprendizados constantes. Lidando com as emoções, com os velhos padrões catequizados e enraizados, tão difíceis de transpôr. Mas quando se é sincero no intento, quando o coração realmente pede por purificação, Krishna sempre ampara nossos passos e guia para o que for de bem.

Foto linda que meu esposo fez no Kusum Sarovar 



Hare Krishna*
Grande Abraço

4 comentários:

  1. Lindo Vrinda! Que Deus continue iluminando esta jornada... está sendo ótimo acompanhar por aqui :) Beijos.

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  2. Pra entender Vrindavana, somente fechando os olhos materiais e abrindo os espirituais. Parabéns por estarem conseguindo fazer isso. Chaitanya sempre os abençoe! E continuem mandando notícias. Isto é revigorante para nossas almas!
    Reverências!

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  3. Amiga saudades! Acabei de achar teu blog, agora vou ler tudinhooooooo. Aproveitem. Beijus da Guta

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  4. Sergio e Vrinda... quanta riqueza de experiências vocês estão vivenciando... fico feliz por vocês!!! Quando estiverem em São Paulo, se for possível encontrarmos, seria ótimo!! Bjss... Luciene

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